SINTRA E O PALÁCIO DE MONSERRATE - 2019

Em 1601 a propriedade é aforada à família Melo e Castro até 1718 quando é finalmente adquirida por D. Caetano de Melo e Castro, comendador de Cristo e Vice-rei da Índia. Sendo a família residente em Goa a propriedade era mantida por caseiros, pelo menos até 1755 quando o violento terramoto deixou as casas inabitáveis. Em 1790 Gerad DeVisme (rico comerciante inglês, representante e associado da firma DeVisme, Purry & Mellish, que conseguira do Marquês de Pombal o monopólio do comércio das madeiras do Brasil) arrenda a quinta a Dona Francisca Xavier Mariana de Faro Melo e Castro, tendo construído o primeiro palácio, em estilo neogótico. Demoliu ainda a capela do século XVI, tendo construído outra que viria a ser aproveitada por Francis Cook para criar uma falsa ruína. Será em 1793 que William Beckford arrenda a propriedade a DeVisme, investindo largamente no palácio mas mais ainda no melhoramento dos jardins. Só em 1856 e após várias décadas de abandono (tendo Beckford deixado Portugal no final do século XVIII) é que a Quinta de Monserrate sairia das mãos da família Melo e Castro, na pessoa de José Maria de Castro, que retornavam de Goa e vendiam a quinta para construir uma residência em Lisboa. O comprador foi um milionário dos têxteis inglês, Francis Cook, herdeiro da Cook, Son & Co e marido da anglo-portuguesa Emily Lucas. O palácio foi desenhado por James Knowles e os jardins foram alvo de intervenções pelo paisagista William Stockdale, o botânico William Nevill, e James Burt, mestre jardineiro, que passaria aliás o resto da sua vida em Monserrate. Cook faz de Monserrate a residência de Verão da família recheando-o com obras de arte da sua enorme coleção (hoje dispersa por inúmeros museus).

Fonte : Wikipédia

PALÁCIO

Andamos na imensa propriedade a pé